
Josemir Tadeu Souza
Sinais,
numerosos reflexos.
Neons cintilam juramentados,
sua performance lítica...
A cada esquina um grupo.
Em algumas casas,
luto.
Em algumas ruas,
vultos.
As placas, de início,
com luminosidade forte,
agora quase opacas
distingüem várias sinas e sortes.
Em verdade o tempo passou,
e talvez somente algumas poucas sementes
tenham percebido...
O rítmo continua o mesmo.
Um enorme vazio.
Uma praça erma.
E vários grupos distintos...
Um caminhar a esmo.
Um dizer vadio.
Uma solidão mesma,
e ao fundo,
impregnado a um cenário rotundo,
a solidão...
Muitos sorriem.
Poucos realmente o fazem,
porque sentem.
Ao final,
tanto aqui quanto acolá,
em qualquer lugar
onde se desenvolvam respingos de verdades,
quem domina
e se faz sina,
é a mentira.
O que me toca e eu sinto,
arrepia-me sobremaneira...
Por acaso
também minto?
josemir (ao longo...)
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